O vinho fino do Douro, favorecido por taxas aduaneiras mais favoráveis que as impostas aos vinhos franceses, ganhou uma crescente popularidade no mercado inglês, passando a deter preferência sobre os demais vinhos logo no início do século XVIII. O negócio floresceu de tal forma que muito rapidamente chegaram as primeiras fraudes como a adição de açúcar, baga de sabugueiro e outras receitas menos escrupulosas. As burlas atingiram tal proporção que foi instituída a Companhia Geral da Agricultura das Vinhas do Alto Douro, demarcando aquela que se viria a transformar na primeira região demarcada do mundo. Com o fim do reinado de D. José e o afastamento do marquês de Pombal da chefia do governo a Companhia acabou por perder alguns dos privilégios iniciais enquanto o país e o Douro viviam sob as incertezas do liberalismo. A segunda metade do século XIX acabaria por marcar o ponto de viragem do Douro pombalino para o Douro moderno. Primeiro com o Oídio, mas tarde com a Filoxera, muitos vinhedos foram reduzidos a mortórios.

O Vinho do Porto foi consagrado como o grande embaixador do vinho português, um dos grandes do mundo. A revolução da viticultura tem sido um dos pontos altos da lenta transformação do Vinho do Porto, tal como a renovação das adegas, visível no investimento sério em frio e em equipamentos tecnológicos como os lagares robóticos. Processos que ajudaram a uma revolução enológica no mundo conservador do Vinho do Porto. A forte pressão exercida pelos principais mercados para ter os vinhos prontos cedo, tanto nas categorias Vintage como Colheita, tornando-os macios e sedutores desde a juventude é um dos grandes desafios modernos do Vinho do Porto.

Castas Brancas
Castas Tintas
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